Antigamente, para a Psiquiatria clássica, fazer um diagnóstico implicava em colocar o doente em segundo plano. A doença passava a ser mais importante que o próprio doente. Isso acabou gerando um movimento contrário por partes de muitos médicos.
Como quase sempre acontece, surgiram por vezes posturas radicalmente opostas, onde não se queria mais tratar a doença, e sim o paciente.
Na busca deste equilíbrio, Freud sempre enfatizou a importância do diagnóstico para o tratamento, e que este seria o único exame que ofereceria ferramentas suficinetes para o início de uma análise.
Além de reconhecer que o diagnóstico seria uma oportunidade para se perceber se aquele seria ou não um paciente de análise.
Freud dizia ainda que o diagnóstico em si muitas vezes já seria o início de um tratamento.
O texto de Oscar Cirino, fala de estrutura enquanto conceito, e Freud menciona a diferença existente entre estrutura e sintoma, mas que existe uma relação entre os dois que deve ser levada em conta.
Outro ponto interessante sobre o diagnóstico é o fato de que ele só será comprovado depois de algum tempo de tratamento, e é ele quem conduz à cura.
Porém, é preciso ter cuidado em não deixar que este diagnóstico rotule ou sirva de previsão de andamento da análise, pois isso seria ir de encontro aoas preceitos da Psicanálise, quando esta diz que o analista não possue um saber antecipado do paciente.
Neste momento entre o olhar para a doença ou o olhar para o paciente, Freud introduz a clínica da escuta.
Danielle Maciel.
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