Sabemos que as crianças ditas autistas têm linguagem, são capazes de interagir e estabelecer contato com o mundo externo. O que acontece é que elas fazem tudo isso de modo particular.
A nossa experiência clínica nos possibilitou perceber os efeitos nefastos do diagnóstico de autismo para a criança e seus familiares. Primeiro porque, quando se fala de autista, se fala de uma doença ou síndrome genérica e se perde a criança com todas as suas singularidades (particularidades) e potencialidades. Segundo, e pior, porque se descreve essa criança pelo negativo como alguém que não fala, não interage, não estabelece contato com seu entorno, não aprende, e tantos outros “nãos” que podemos facilmente encontrar nos vários check-lists disponíveis na internet. É o oposto disso que pensamos.
Concordamos, portanto, com o psicanalista britânico, D.W.Winnicott, que o autismo foi uma má invenção de Kanner. Isto significa que “é imprudente firmar diagnósticos. Tanto na primeira infância quanto na segunda; melhor dizer, em qualquer tempo da vida de um ser humano. E mais ainda: quando se trata do trabalho clínico psicanalítico, que deve abrir (e não fechar) as inúmeras possibilidades, para que cada um possa construir laços sociais, sorver a celebração de viver e contribuir numa sociedade humana. Não queremos moldar crianças assujeitadas, socialmente toleráveis. O que nos interessa é a criança fruindo a vida com todas as suas potencialidades, com um futuro em que há caminhos a escolher e percorrer" (Rocha (org.), 2006, p.11).
A nossa experiência clínica nos possibilitou perceber os efeitos nefastos do diagnóstico de autismo para a criança e seus familiares. Primeiro porque, quando se fala de autista, se fala de uma doença ou síndrome genérica e se perde a criança com todas as suas singularidades (particularidades) e potencialidades. Segundo, e pior, porque se descreve essa criança pelo negativo como alguém que não fala, não interage, não estabelece contato com seu entorno, não aprende, e tantos outros “nãos” que podemos facilmente encontrar nos vários check-lists disponíveis na internet. É o oposto disso que pensamos.
Concordamos, portanto, com o psicanalista britânico, D.W.Winnicott, que o autismo foi uma má invenção de Kanner. Isto significa que “é imprudente firmar diagnósticos. Tanto na primeira infância quanto na segunda; melhor dizer, em qualquer tempo da vida de um ser humano. E mais ainda: quando se trata do trabalho clínico psicanalítico, que deve abrir (e não fechar) as inúmeras possibilidades, para que cada um possa construir laços sociais, sorver a celebração de viver e contribuir numa sociedade humana. Não queremos moldar crianças assujeitadas, socialmente toleráveis. O que nos interessa é a criança fruindo a vida com todas as suas potencialidades, com um futuro em que há caminhos a escolher e percorrer" (Rocha (org.), 2006, p.11).
Nenhum comentário:
Postar um comentário